Dinheiro x casamento

Falar sobre dinheiro é um assunto tabu e desagradável no seu relacionamento? Pois saiba que esse é um tema que deve ser tratado com naturalidade e disciplina. Mas para isso, é preciso que o casal crie desde o início um planejamento orçamentário para que a situação financeira não saia do controle e consequentemente evite brigas ( e falência, é claro).

Para dar certo, é preciso que ambos tenham objetivos em comum, como viajar, ter filhos, aumentar o patrimônio, entre outros. Assim, é necessário estabelecer metas bem definidas e segui-las à risca, com o total engajamento do casal. Mas além disso, é preciso que haja transparência entre os dois com relação às despesas e rendimentos, para não haver possibilidades de conflitos nesse quesito.

Veja abaixo algumas dicas do consultor financeiro Sério  Tavares para que o dinheiro não seja de forma alguma um problema no seu relacionamento conjugal.

 

Foto por Sharon McCutcheon em Unsplash

Divisão das contas

Muitos casais preferem não ter conta conjunta, e cada um lida com seu rendimento da forma que achar melhor. De qualquer modo, há uma série de despesas que são de responsabilidade de ambos, como contas da casa (luz, água, condomínio, IPTU). Com filhos, a situação é a mesma: as despesas são dos dois. A forma mais correta de organizar o orçamento doméstico é tratar as receitas e despesas de forma consolidada, independentemente de um cônjuge ganhar mais do que o outro. É importante fazer o somatório do total de rendimentos do casal e dividir os gastos de modo proporcional, para que cada um fique responsável pelo pagamento de um grupo de despesas, visando o atingimento da meta orçamentária mensal e anual.

Comunicação e bom senso

 Se uma pessoa acabar gastando mais do que o previsto, é preciso que ela sinalize isso ao outro, para que uma compensação possa ser feita sem comprometer o resultado orçamentário esperado. O casal deve ter parceria para enfrentar casos como este, mesmo se não tiverem conta conjunta. Afinal, quem nunca teve imprevistos? Mas tome cuidado com gastos supérfluos. Uma coisa é ultrapassar o limite do orçamento com algo importante. Outra, é saber que não pode gastar e comprar o que não precisa no momento.

Acompanhamento rotineiro das finanças

Independentemente de ter conta conjunta, façam um acompanhamento rotineiro e efetivo do extrato bancário, do fluxo de caixa, da fatura do cartão e dos investimentos. Dessa forma, o casal terá controle do que entra e sai, evitando surpresas desagradáveis e tornando mais fácil a tomada de decisões em situações de emergência, como o corte de custos por qualquer motivo que seja.

Trate o assunto de forma leve

 O assunto “finanças” deve ser tratado com a mesma normalidade que os temas triviais. Se falar em dinheiro resulta em aborrecimento, significa que o casal não está em sintonia com a forma como o dinheiro está sendo lidado. Sendo assim, é hora de parar e rever o que está errado, ou o que está incomodando um ou outro. O planejamento orçamentário deve ser de comum acordo. Caso contrário, as divergências serão inevitáveis. Todo casal que quebra o tabu de falar sobre finanças dentro de casa e segue os princípios da educação financeira terá muito mais chance de ter um casamento feliz e tranquilo.

 

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