Dia Mundial do diabetes: desvende os mitos da doença

O diabetes ainda é uma questão cheia de mitos e incertezas, mas hoje vamos desmistificar alguns deles. Antes de tudo, iremos dar uma explicação rapidinha sobre o que é a doença e como ela se manifesta. Os motivos que causam a diabetes podem ser vários; predisposição genética, ou até mesmo algum trauma no pâncreas por exemplo. O que acontece na prática, é que o organismo começa a ter dificuldades de produzir a insulina, que é um hormônio regulador da glicemia e consequentemente regula a glicose no sangue.

Também é importante pontuar que existe mais de um tipo de diabetes. A chamada Diabetes Tipo 1, é um gênero mais raro, acometendo cerca de 10% dos casos. Nela, o pâncreas tem suas funções comprometidas em decorrência de uma falha no sistema imunológico, o corpo começa a atacar as células que produzem o hormônio. O Tipo 2 é o que acomete 90% dos pacientes, aqui, há uma combinação de dois fatores: a diminuição da secreção de insulina e um defeito na sua ação. Geralmente, esse caso é associado ao excesso de peso e aqui no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 53% da população está acima do peso ideal.
Ainda trazendo mais alguns dados, segundo o Atlas da International Diabetes Federation o Brasil tem mais de 12 milhões de diabéticos, ou seja, 8% da população. Em números absolutos, é o 4° do mundo no ranking de portadores da doença. No planeta, há há 415 milhões de diabéticos, um a cada 11 habitantes.
Para esclarecer mais, a endocrinologista Dra. Andressa Heimbecher, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo fala que o diagnóstico precoce é importante. “Quanto mais brevemente se controla o diabetes, melhor será a evolução do paciente, com menores complicações crônicas. É importante não deixar de rastrear o diabetes e o pré-diabetes naqueles pacientes com fatores de risco. E uma vez feito o diagnóstico, não se pode retardar o tratamento” explica a especialista. Ela ainda revela alguns mitos da doença.
Comer doce leva ao diabetes
MITO- Na verdade, Para ter diabetes é preciso ter pré-disposição genética à doença e outras associações, como obesidade, sedentarismo e histórico familiar. Portanto, consumir açúcar exclusivamente, não leva à doença. Mas para quem tem diabetes, certamente há necessidade de moderar esse consumo.
É difícil perceber os sinais da diabetes
VERDADE – Os sintomas do diabetes não são claros e variam de uma pessoa para outra. É importante fazer exames de rotina para saber os fatores de risco e obter diagnóstico preciso.
Diabetes não tem cura
VERDADE – Existem vários estudos sérios para achar a cura, mas nada ainda que possa ser afirmado. “Portanto, cuidado com falsas promessas disseminadas na internet”, reforça Dra. Andressa
Diabéticos podem ter mais gripes e resfriados
MITO – Não há relação alguma entre essas condições. O que os médicos indicam é que portadores de diabetes tomem a vacina, pois gripes e resfriados costumam dificultar o controle do diabetes, levando a complicações.
Só obesos têm diabetes tipo 2
MITO – Mesmo que o sobrepeso seja um fator, não é causa única. A doença também está associada ao histórico da família e à idade. Muitas pessoas consideradas magras também são diabéticas.
Diabéticos não podem comer pães, batata e massas
MITO- Na verdade, não há restrições, o que se deve fazer é controlar a porção. Isso porque a alimentação saudável é a chave da boa saúde. Os diabéticos que precisam controlar a quantidade de carboidrato ingerida devem ficar atentos aos níveis de glicose, para saber a porção certa desses alimentos a ser ingerida.
Frutas devem ser consumidas pelos diabéticos com controle
MITO- Embora sejam muito saudáveis, elas contem carboidratos e, por isso, devem obedecer ao planejamento alimentar e à contagem dos carboidratos.
A diabetes é uma doença que ainda não tem cura e que pode matar precocemente. Só em 2015, 42% dos diabéticos morreram com menos de 60 anos. Por isso é importante fazer o diagnóstico o quanto antes e realizar o tratamento direitinho. “Para o paciente, o entendimento das causas do diabetes e a implementação de uma rotina de mudanças de hábitos de vida é o pilar para todo o tratamento” finaliza a endocrinologista.
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