Livro: história da família fugiu de Hitler

O século XX foi marcado por muitas mazelas e sofrimentos, decorrentes de grandes conflitos. Quantificar e qualificar uma guerra é algo cruel, mas, talvez em proporções, dimensões e consequências a Segunda Guerra mundial tenha sido o maior evento trágico do século passado.

 

Através de um discurso nacionalista e supremacista, Adolf Hitler conseguiu convencer uma nação desgastada e falida a incorporar suas ideias fascistas. Negros, homossexuais, ciganos, e judeus foram os grandes alvos do massacre que deixou 47 milhões de mortos.
Por mais que muitas pessoas achem que esse assunto já está mais do que resolvido, nunca é demais lembrar do que foi esse momento e as sequelas que ele deixou, sobretudo para sabermos identificar hoje em dia discursos semelhantes. Então, para saber mais sobre o período, indicamos uma leitura inspirada em fatos reais e que não é a história de Anne Frank.
Georgia Hunter é uma estadunidense que descobriu na adolescência que o seu avô era um refugiado polonês nos Estados Unidos. A autora descobriu essa informação tempos depois de sua morte e essa história serviu de inspiração para ela escrever o livro: “ Somos os que tiveram sorte”.
O romance narra a mudança na vida da família Kurc com a chegada das tropas nazistas. Os patriarcas Sol e Nechuma, que eram prósperos comerciantes, se veêm obrigados a mudar o estilo de vida. Os judeus começam a ser mal vistos na cidade e sair de casa se torna perigoso. Muitas lojas de donos judeus fecham as portas. Enquanto os filhos mais velhos são convocados para o exército, outros vão para campos de trabalho forçado ou tentam se esconder com documentos falsos. Cada um em sua própria luta pela resistência suportando as dores da opressão, mas na esperança de um dia voltarem a se encontrar.
Addy morava em Paris antes de a guerra começar. Quando os conflitos estouram na Polônia, ele é impedido de sair da capital francesa, até que consegue fugir para o Brasil em um navio. E é no Rio de Janeiro que, após uma década, ele reencontra a sua família.
“Somos os que tiveram sorte”, livro de estreia de Georgia Hunter, vai dos clubes de jazz parisienses aos campos de concentração poloneses e aos gulags siberianos para mostrar que, mesmo durante o momento mais sombrio do século XX, é possível encontrar uma maneira de sobreviver e até de triunfar.
O livro foi lançado no Brasil pela Editora Record, com tradução de Henrique Koifman. Custa em média R$ 49,90 e tem 504 páginas.

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