Você sabe diferenciar os vinhos?

A história calcula que a produção mais antiga de vinho data entre 8000 e 5000 a.c, mas não sabe ao certo exatamente em qual lugar. Países como Grécia, China, Irã e Turquia deixaram evidências de que podem ter sido os pioneiros a confeccionarem e provarem a bebida. Hoje em dia, mesmo que associado a uma condição mais sofisticada e refinada, muitas pessoas apreciam e degustam o vinho, não só pelo requinte em si, mas pelos mistérios envolvendo aromas, coloração e sabores que compõem a bebida.

Todo esse mundo difuso de misturas vai muito mais além,- acredite -muito mais além mesmo. Uma pesquisa feita pelo site Wine Folly contabilizou mais de 200 tipos de vinhos existentes no mundo. Se você experimentar um por dia, em menos de um ano já experimentou todas espécies da bebida. Bom, mas se tem curiosidade de entender mais sobre esse mundo,mas não faz ideia de por onde começar, esse post é seu ponta pé inicial.
Em primeiro lugar vamos pontuar o quesito crucial para saber a diferença mínima entre os vinhos: a uva. Isso mesmo,não é preço e nem idade que você deve olhar primeiro ( claro que esses fatores também devem ser considerados posteriormente). O sommelier Sidney Lucas explica que as mais utilizadas no vinho são as uvas viníferas, que conta com cerca de 5 mil tipos delas espalhadas pelo mundo.
Como não cabe neste post falar sobre as 5 mil uvas viníferas, vamos às mais comuns entre os vinhos tintos: Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Malbec, Carmenère e Pinot Noir. Segundo Sidney, entre essas mais plantadas para produção de vinhos finos estão a Cabernet Sauvignon e Merlot. Por falar em produção, um dado interessante é que a Itália, França e Espanha dominam o mercado mundial do setor, representando 54% da produtividade de vinho do mundo.
Cabernet Sauvignon
É uma das mais conhecidas do mundo, muito popular na região de Bordeaux, na França. Permite um vinho mais forte, encorpado, com aroma de frutas vermelhas escuras, como
amora, mirtilo e ameixa, além de traços vegetais, como aspargo e pimentão, textura refinada e altos níveis de taninos. O sommelier explica que os vinhos produzidos com essa uva possuem uma coloração bem escura e com grande complexidade de aromas e sabores, que variam de de frutas vermelhas escuras, quando ainda novos, até tabaco, trufa e couro depois de maduros. Uma das grandes diferenças da Cabernet Sauvignon é a espessura grossa de sua casca, tornando a uva mais resistente às diversidades climáticas.
Merlot
Ao contrário do Cabernet Sauvignon, este é um vinho macio, frutado, com aromas de frutas vermelhas como cereja e framboesa. A coloração varia de um tom roxo claro quando jovem e parte para um roxo intenso. Essa uva é mais utilizada para a produção de vinhos mais jovens, embora também seja possível produzir mais duráveis. “Os Merlots harmonizam perfeitamente com carnes de porco, cordeiro e vaca, além de queijos como parmesão, brie e camembert e pratos condimentados” aconselha Sidney.
Malbec
Derivado da família dos tintos mais clássicos, o vinho possui cor em tom vermelho púrpura intenso. Na boca apresenta sabor prolongado e taninos “doces”. O vinho pode ser robusto e bem concentrado, possui aroma de frutas vermelhas, como cerejas maduras, ameixas, morangos e anis. “Por se tratar de um vinho aromaticamente intenso e com excelente profundidade de sabor, é a escolha perfeita para as noites de temperaturas mais baixas, do outono e inverno”, finaliza Lucas.
Quanto à harmonização, a bebida é uma ótima escolha para pratos com carnes vermelhas e temperos de sabor mais intenso, como alecrim, pimenta e hortelã.

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